badge
Ópera Bufa

Wednesday, May 21, 2008

Bute pró xeique

A 28 de Setembro. E agora não vou sozinha! Espero.
É que a moça Madonna está de volta a Portugal para um espectáculo no estádio de Alvalade.
Aceito inscrições para a excursão.
Venham soltar a franga, suas doidas.

Agora sim: Bom fim-de-semana.

Inspirem-se



A música e a letra deixam tudo a desejar, mas o vídeo bondage e o baixo (o sinper é que faz com que repare nestas coisas) levaram-me a trazer a menina aqui. Afinal é a D. Kylie Minogue que, do alto do seu 1'52, vale por si só.

Bom fim-de-semana.
É um facto.

Alunos dos 4.º e 6.º anos tratados como meninos.Cresçam, pá!

"Prova de aferição de Matemática classificada de infantil"

O título está na primeira página do «JN» e foi essa a primeira impressão do presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática do exame realizado ontem. Diz que o teste tinha poucos exemplos de aplicação de algoritmos.
Também achei.
Depois queixem-se que há desemprego. Imberbes.

"Dupla personalidade terá o senhor!"

Obviamente por defeito profissional, mas também por nunca ter gostado de cair no ridículo, chateia-me os jornalistas que fazem de tripé dos microfones, mas chateia-me mais os que querem parecer muito atentos e interventivos e que fazem as perguntas com o intuito de serem eles o centro das atenções, os donos do soundbyte que depois colocam nas próprias peças para, com isso, darem a entender que se o País sabe o que sabe, a eles o deve.
Nos sons, faixas, registos magnéticos ou rms (chamem-lhe o que quiserem) que utilizo nas edições noticiosas, tenho por hábito - e educação - deixar que o entrevistado explique o que tem a explicar, até ao final da frase (com todos os sintagmas), sem interrupções. Sem precisar de mostrar ao senhor ouvinte que fui eu – a jornalista RM aaaah!!!! uuuuh!!!– quem fez as perguntas.
É por isso que fico com o estômago às voltas quando ouço profissionais de outras rádios, daquelas com três letras, perguntar a dirigentes de centrais sindicais (igualmente com três letras) e que também têm filiação em partidos políticos (com duas letras), se têm dupla personalidade política. E, ufanos da qualidade da interrogação, esses mesmos jornalistas insistem, mas com um tom de voz mais elevado: "O senhor tem dupla personalidade política?". Pois está claro que o inquirido respondeu: "Dupla personalidade terá o senhor". Eu não diria melhor. Se bem que está bem nítida a barreira que separa o jornalista do tonto.

Monday, May 19, 2008

Oferece-se


Duas. Em bom estado.
Resposta a este post.

Friday, May 16, 2008

Dos meus dias

É por estas e por todas as outras que ela é a mãe e eu a filha.

- Cinco euros de parque de estacionamento? Que assalto.
- Deixa lá. A multa seria mais cara.

(silêncio)

Bom fim-de-semana.
E não se esqueçam que o Senhor de Matosinhos acaba no domingo.

Tuesday, May 13, 2008

Ele é o melhor que a morte me levou

Hoje é o dia em que deveria voltar a perguntar-me por que acredito. O dia em que deveria voltar a dizer que o faço por educação, talvez. Por preguiça mental, provavelmente. Por inocência, quiçá. Por necessitar de me sentir amparada, seguramente. Por fé.
Sem caixas altas, nem baixas, maiúsculas, minúsculas ou apóstrofes, ele, o de lá de cima ou de lá de baixo, o do lado direito ou do esquerdo vai ter aqui o mesmo tratamento que qualquer um de nós. Isto porque «o meu ele» não está na igreja, não o procuro com assiduidade, nem lhe faço exigências, tal como também não lhe imputo responsabilidades pelo mal do mundo. É evidente que já o questionei, sobretudo quando há 15 anos me levou um de quem tanto gostava. Encontrei a resposta anos mais tarde. Voltámos a fazer as pazes.
Hoje e sobre isto já não me interrogo, nem o imponho. Em vez disso – e não vou desatar pateticamente a dizer que o vejo no sorriso de uma criança, no desabrochar de uma rosa, no nascer do sol –, não, vejo-o numa amálgama de pessoas boas que já se foram, mas que se me cravaram para sempre na lembrança. Ele é o melhor que a morte me levou.
É nele, em todos eles, em quem acredito. Porque já me tocou, porque existiu e porque se mantém na minha vida com provas diárias de amor.